| PESCA DE COSTÃO As 5 melhores iscas (Pesque sempre acompanhado, evite calçados escorregadios, nunca pise na pedra molhada, em caso de enrrosco é melhor perder o material que arriscar sua vida) |
Pescar nas pedras fascina
muita gente. O atrativo principal está na grande variedade disponível de
espécie de peixes.
Em costões, dá para fisgar
os típicos de rocha como garoupas, badejos, marimbas, caranhas e sargos,
entre outros, bem como os que habitam regiões arenosas, como pampos (que
também circulam e muito nessas áreas), corvinas, linguados e ainda dispor
daqueles que passam em cardumes como enchovas, xereletes, xaréus, vermelhos
e olhos-de-cão, sem falar nos robalos, costumeiros visitantes de locais
pedregosos.
E não para por ai. Além
desses, encontra-se outra grande variedade com fartura. Entre eles,
peixes-porco, marias-da-toca, baiacus, cocorocas, salemas, pargos,
pirangicas, moréias, jaguriças, budiões, carapebas, boca-de-fogo e muita
diversidade.
Devido à grande capacidade
de produzir alimentos como algas, limos, microorganismos e outros, as pedras
atraem praticamente todos os peixes possíveis em água salgada. Esses, por
sua vez, fazem com que siris, caranguejos, mariscos, mexilhões e um
sem-número de outros moluscos se instalem por ali.
Pequenos peixes também vêm
e, por sua vez, alimentam os grandes. Enfim, forma-se uma rica cadeia
alimentar.
Por isso, ocorre tanto
movimento em beiras de pedra. E, assim, os costões permitem sonhar com
quaisquer espécies marinhas.
As iscas naturais, em
particular, levam vantagem por fazer parte da dieta alimentar dos peixes, o
que as torna atrativos irresistíveis. Selecionamos oito diferentes tipos de
iscas naturais e o modo mais indicado de usá-las, para que sua pesca seja
sempre produtiva.
CAMARÃO
VIVO
Entre as várias espécies de
camarão, as mais usadas na pesca de costão são o Branco e o Ferro. O Branco
é conhecido também como o Camarão Legítimo. O Ferro possui coloração escura
e pintas avermelhadas no corpo, que se assemelham a manchas de ferrugem.
Para transportar os camarões sem derramar a temida água salgada no carro,
uma boa alternativa é colocá-los em um saco plástico com água,
injetar
oxigênio puro (também se pode usar um aerador movido a pilha), amarrar bem a
boca e só então guardar o saco na caixa de isopor. Para manter a temperatura
da água sempre baixa (condição necessária para os camarões não morram),
forre o fundo da caixa com várias pedras de gelo e coloque o saco com os
camarões por cima.
Arremessando o camarão
perto do costão, onde existem pedras no fundo, pode-se capturar Badejos e
Garoupas, Pampos, Sargos e Enxadas. Em arremessos mais longos, além das
pedras, onde começa a areia, é possível fisgar Robalos, Pescadas e outras
espécies de passagem.
Como iscar
Fixe o anzol na base do "ferrão"(rostro serrilhado) para arremessos a pequenas distâncias. Para arremessos mais longos, fixe o anzol no último segmento do corpo, da barriga para as costas. Desta forma, o camarão perde um pouco a mobilidade para nadar, mas dificilmente escapa do anzol.
Chicote: É feito com linha de aproximadamente 0,60
mm de diâmetro e 40 cm de comprimento, com anzol número 1/0 ou 2/0 numa
extremidade e girador número 2 na outra. O chumbo, do tipo oliva, deve ficar
solto na linha 0,50mm do molinete ou carretilha.
CORRUPTO
É uma espécie de
crustáceo que mora em galerias cavadas nas areias das praias rasas. A sua
captura se faz com uma bomba de sucção. Na parte úmida em que as ondas vão e
voltam, procure por eles nos buracos de onde saem jatos de água e areia. As
melhores marés são que possuem maior variação de amplitude (luas nova e
cheia). Quando a maré estiver baixa, abaixo de 0,30 – 0,2 m, a chance de
encontrar os corruptos será maior. Essa isca é usada na pesca de certas
espécies de passagem, como o Xaréu e de todas as que habitam o costão, como
a Salema
O uso da linha elástica, tipo elastricô, é indispensável para fixar o corrupto com firmeza no anzol. Por ser bastante mole, o corrupto pode cair durante o arrremesso ou ao bater na água, além de permitir ao peixe "roubar"a isca. A linha elástica também pode ser usada quando a isca é o camarão morto.
Chicote: Pode ser montado com linha de
aproximadamente 0,60 mm de diâmetro e cerca de 40 cm de comprimento. Use um
anzol número 1/0 ou 2/0 atado numa extremidade e girador número 2 na outra,
com o chumbo do tipo oliva, solta na linha 0,50 mm do molinete ou
carretilha. Outra opção é usar o chicote com vários anzóis (também número
1/0 ou 2/0), com chumbo tipo gota numa extremidade e girador número 2 na
outra.
LULA
É um molusco que costuma dar bons resultados na pesca de
algumas espécies que habitam as pedras, como a Salema, o Marimbá, a Pirajica
e outros.
Como iscarUsando uma faca, retire com muito cuidado a parte escura da pele da lula, raspando no sentido de comprimento. Se preferir usá-la em pedaços, após a raspagem corte a lula em tiras estreitas (também no sentido do comprimento), e depois em pedaços pequenos.
Chicote: Linha de aproximadamente 0,55 mm de
diâmetro e 40 cm de comprimento, anzol 1/0 numa extremidade e girador
número 3 na outra, chumbo do tipo oliva solto na linha 0,55 mm do molinete
ou carretilha. Outra opção é um chicote com vários anzóis 1/0 ou 2/0, com
chumbo do tipo gota numa extremidade e girador na outra.
TATUÍ (TATUÍRA)
Esse crustáceo habita preferencialmente as areias grossas
na beira das praias de tombo. É uma isca especial para capturar os Pampos,
como o Pampo Galhudo, entre outras espécies. A localização da isca é feita
observando atentamente a areia no momento em que a água da região entre as
marés estiver voltando, hora na qual a tatuíra se enterra. Para conseguir
este ligeiro tatuzinho o negócio é localizá-lo, correr, cavar a areia
rapidamente com as mãos e pegá-lo.
Tomando cuidado para não espatifá-lo, quebre a casca usando um alicate ou raspe com uma faca e fixe a Tatuíra no anzol da maneira que preferir.
Chicote: Linha de aproximadamente 0,60 mm de
diâmetro e 40 cm de comprimento, anzol 1/0 a 2/0 numa extremidade e girador
número 3 na outra. Chumbo do tipo oliva, solto na linha 0,55 mm do molinete
ou carretilha.
SARDINHA
Entre os peixes que servem de isca, a Sardinha é o mais
usado. Várias espécies que habitam o costão, com a Salema, o Marimbá, a
Pirajica e a Garoupa podem ser capturados com ela. A Sardinha também se
mostra eficiente na captura de alguns peixes de passagem, como o Espada.
Como iscarEla pode ser iscada inteira (uma única ou várias, amarradas com elástico), em pedaços, filés ou ainda cortes pequenos retirados do filé.
Chicote: Para a sardinha inteira, use um anzol de
número 10/0, aproximadamente, e um líder de 1,00 mm com 50 cm de
comprimento. A vara deve ser extra forte, de fibra ou bambu com 3 a 4 metros
de comprimento. O molinete ou carretilha precisam comportar 100 metros de
linha 0,80 a 0,90 mm, com chumbo tipo oliva, pesando de 150 a 200 gramas.
Isto tudo pode ser substituído por uma simples linhada de mão. Com certeza a
pesca perderá a esportividade, mas garantirá uma Garoupa grande, peixe que
briga sujo, se entocando nas pedras. Para o filé de sardinha em pequenos
pedaços, o chicote pode ser montado com linha de aproximandamente 0,55 mm
de diâmetro, chumbo do tipo gota na ponta e anzol 1/0 a 2/0. A quantidade
de anzóis fica a critério de cada pescador. Outra opção é uma linha do mesmo
diâmetro, de aproximadamente 40 cms de comprimento, com um anzol atado numa
extremidade e girador número 2 na ouitra e um chumbo do tipo oliva solta na
linha 0,50 mm do molinete ou carretilha.
Fonte: http://jcornolo.br.tripod.com/pesca_de_costa.htm Edição: Pedro Ferreira | |||||
injetar
oxigênio puro (também se pode usar um aerador movido a pilha), amarrar bem a
boca e só então guardar o saco na caixa de isopor. Para manter a temperatura
da água sempre baixa (condição necessária para os camarões não morram),
forre o fundo da caixa com várias pedras de gelo e coloque o saco com os
camarões por cima.